O governo federal anunciou nesta terça-feira, dia 5 de maio, o aumento da classificação indicativa do YouTube no Brasil. A plataforma, que antes era recomendada para maiores de 14 anos, agora passa a ser classificada como não recomendada para menores de 16 anos.
A decisão faz parte das novas medidas do chamado ECA Digital, conjunto de regras voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.
De acordo com uma nota técnica divulgada pelo governo, a mudança ocorreu após a identificação de conteúdos considerados inadequados para menores de idade dentro da plataforma. Entre os materiais citados estão vídeos com cenas detalhadas de violência, incluindo ferimentos, mutilações, sangramentos e execuções de personagens.
Outro conteúdo mencionado no relatório é a chamada “novela das frutas”, produção criada com o uso de inteligência artificial que viralizou nas redes sociais. Segundo o governo, os vídeos abordam temas sensíveis como violência doméstica, preconceito, tráfico de drogas e abuso sexual, mesmo utilizando personagens com aparência infantilizada, o que pode atrair crianças e adolescentes.
Além do YouTube, outras plataformas também tiveram mudanças na classificação indicativa recentemente. Aplicativos como TikTok, Instagram, Pinterest, Snapchat e Kwai passaram a ser classificados para maiores de 16 anos. Já a plataforma Quora teve sua classificação elevada para 18 anos.
Segundo o Ministério da Justiça, a classificação indicativa não impede o acesso à plataforma, mas serve como um alerta para pais e responsáveis sobre os riscos da exposição precoce a conteúdos sensíveis. O governo também informou que o YouTube poderá recorrer da decisão em até dez dias após a publicação oficial.
Até o momento, o Google, empresa responsável pelo YouTube, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a mudança.
Rádio Aviva 7 – Informação com credibilidade.